domingo, 27 de novembro de 2016

Tá Vendo Morreu de Câncer

Depois da moda do, aqui se faz, aqui se paga. Algo que já conversamos que não é real, pois Hitler não pagou pelos seus crimes. Até mesmo Fidel Castro não pagou por todas as pessoas que foram fuziladas em seu suposto regime democrático. 
Agora a moda é dizer que a pessoa que faz coisas erradas. Promove a infelicidade em muitas pessoas, pratica corrupção entre outras coisas. É morrer de câncer. É comum dizer:
— Ele morreu de câncer porque fez muita maldade para muita gente e a natureza cobra.
Que a natureza cobra é um fato, pois quando destruímos a natureza iremos ter que aguentar as consequências. Nossa ação irá criar uma reação. Poluir um rio, por exemplo, terá suas consequências, que não será boa para a sociedade e para o planeta Terra.
A quantidade de esgoto a céu aberto também terá suas consequências. As doenças será inevitável. Socialmente falando as consequências das ações sempre irá existir. Mas, este pensamento que um político corrupto, um empresário ganancioso e egoísta irá morrer de câncer, pois ao longo da sua vida ele plantou estas doenças é um grande erro, igual ao que conversamos sobre aqui se faz e aqui se paga.
O interessante que este tipo de pensamento funciona mais como um revide ou um anestésico psicológico e social. O que é preocupante é que este tipo de pensamento pode se configurar em plantar a injustiça, pois já que Deus vai dar um tumor para ele então porque vou reivindicar meus direitos. Então este tipo de pensamento resulta em justificar o erro e a nulidade de ações a favor de uma sociedade mais justa. E também pode significar um tipo de inveja. Algo como se queria ter feito o que o outro fez. Um grande exemplo é o Lula, pois ele fez seu nome político apontando que todos são corruptos e quando teve a oportunidade de fazer a diferença, não o fez. Preferiu ser mais corrupto do que os outros.
Defender este tipo de pensamento que o câncer foi desenvolvido por se praticar obra de maldade é ocultar o problema de vários alimentos que são cancerígenos, e até mesmo viciantes. Outro problema é ser injusto com as pessoas que são extremamente do bem e teve a infelicidade de desenvolver algo problemas deste tipo, pois o câncer e tumores são coisas que acontece na vida, infelizmente. Apesar da ciência ter evoluído muito a este respeito, estas doenças ainda são um grande desafio para os cientistas e pesquisadores. E os cientistas e pesquisadores irão descobrir a cura para este mau. Isso não há dúvidas e quando isso acontecer os remédios e tratamentos serão providenciados somente para as pessoas do bem? É lógico que não!
Todos conhecem pessoas realmente do bem. Pessoas ética e produtivas. Que foram cidadãos honesto, sério e participativo e infelizmente morreram de câncer. 
 Este tipo de pensamento chega a ser mais mal do que o próprio câncer, pois além da pessoa estar com este problema sério ainda terá seu caráter, conduta questionável. É um pensamento perverso. E muitos irão afirmar:
— Se esta pessoa tem câncer é porque fez algo de errado.
Será que esta pessoa que pensa assim não faz nada de errado? Será que esta pessoa é perfeita? Nunca cometeu um nadinha de errado? Eu acho que não.
Pensar assim é não querer olhar para o problema de frente. É querer que a ciência não evolua. E que a justiça não seja alcançada. É uma das muleta sociais.  É querer que as pessoas não melhorem é um tipo de câncer vivo na sociedade. É uma atitude que não é humana!  

sábado, 19 de novembro de 2016

Escola Sem Partido, mas com muita Participação




Na atualidade, a escola está passando por uma situação que está dando oportunidade de se pensar a escola de modo diferente que até então se estava pensando. Alguns fatos como a ocupação da escola por alunos. Também a proposta da escola sem partidos e a flexibilidade do currículo. São fatos importantes para se pensar a escola. É consenso que não existe futuro promissor e desenvolvido sem uma educação de qualidade. É um ponto importante para se começar. Também é consenso entre várias pessoas do povo que o governo, seja ele de esquerda ou de direita, não está preocupado em oportunizar uma escola pública de qualidade.
Muitos dizem que antigamente a escola pública era de qualidade. Na verdade, nunca no Brasil houve uma escola de qualidade. Existiu sim uma escola melhor do que temos hoje. E também a escola não acompanhou a complexividade da sociedade. E este acompanhamento é o que podemos considerar como uma parte da qualidade do ensino público. Com o passar do tempo a sociedade foi se diversificando e se desenvolvendo muito e a exigência é muito maior do que antes.
E a escola não se atualizou. Por exemplo, alguns anos trás, na década de 80 do século passado, para se conseguir um emprego de Office boy, bastava você saber usar um guia de rua. E geralmente uma empresa ensinava a fazer isso. E para ser promovido para auxiliar de escritório, bastava você saber usar uma máquina de escrever. E saber atender um telefone. Que o cargo era seu. Hoje em dia as coisas são diferentes. A máquina de escrever foi substituída pelo computador. E não basta você usar o computador como uma máquina de escrever evoluída. Tem que saber usar outros programas, como uma planilha e usar a internet, entre outros programas. Só saber atender o telefone não é mais suficiente, pois também temos que responder e-mails. Entre outras coisas.
Uma escola com uma só ideologia, que não tem uma flexibilização do conteúdo e não há possibilidade de se preparar para o mundo do trabalho e para o mercado do trabalho está condenada ao fracasso. As ocupações que os alunos fizeram para reivindicar o não fechamento de algumas escola foi muito importante para se pensar a educação como um todo. E também demonstrou que a escola não foi esquecida pela sociedade. Algo que o governo pensou que a escola não era prioridade para a sociedade. E este ponto o governo estava errado. E que bom que o governo estava errado. Já que a escola não reprova em muitas circunstâncias então o governo deve ter apostado no esquecimento da escola pela sociedade. Pena que estas ocupações viraram uma forma de baderna, de bagunça. Foi só os partidos políticos começarem a se envolver nestas ocupações que a bagunça também começou. O que os políticos não corrompe? 
Para se ter uma escola de qualidade deveria ser proibido a família de políticos estudarem em escola particular. Daí você iria ver a qualidade da escola ser outra. Não erro em dizer que a escola brasileira seria uma das melhores do mundo.
Muitos especialistas em educação defendem uma escola democrática. E outros defendem uma escola humanista. Tanto uma como a outra defende uma autonomia do aluno. No sistema piagetiano o papel do professor é de facilitador e propõem que o aluno seja sujeito de sua educação e não mais objeto. Já Vygotsky também postula que o aluno precisa conduzir sua formação, por isso defende que o papel do professor é de mediador. Paulo Freire já acredita que historicidade do aluno e o professor em sua função deve ser um animador. Saviani considera a importância da conscientização, ou seja, a passagem do mito para a atitude filosófica. A Teresa Rios além de defender a ética da competência, também afirma que os alunos não erram e sim eles tentam acertar. Pelo menos os que levam a sério a escola.
Todos estes pensadores que contribuíram para a educação formal têm algo em comum, a democracia. Este projeto proposto pelo governo federal é importante porque o aluno tem o direito de se posicionar em relação a seu estudo. Esta flexibilidade é importante não só para que o aluno decidir formalmente sua direção, mas é também exercer sua decisão, sua escolha. Aprender a escolher é tão importante como fazer equação do segundo grau como fazer análise sintática. Acredito que isso irá trazer benefícios para a sociedade. Estudar o que escolhe pode ser uma alternativa, ou uma opção de enfrentamento ao desperdício escolar que em partes se dá pela evasão escolar. E também acredito que o diálogo entre docente e discente pode melhorar. Pois, gostar de ensinar só combina com o gostar de aprender.
René Descartes defendeu que o indivíduo pensa. Já Pascal deu importância do sentir. Já Hegel postulou na historicidade. Estas dimensões do ser humano estão acontecendo simultaneamente. O que está faltando é a questão ética, como a de Kant e o imperativo categórico e sua defesa de atitudes transparentes. Algo que os políticos não gostam muito, pois querem que continuem a existir caixa dois, dinheiro não contabilizado e o pior, contabilidade criativa.
E o ser humano na atualidade, principalmente no Brasil, perdeu muitas referências e estas dimensões podem ser conflitantes ou não. E o aluno levado a se “auto-decidir” é benéfico porque ele terá que escolher qual opção é a melhor para ele. Ele será racionalista? Ou ele será mais sentimental? Ou vai se preocupar com sua historicidade? Quais os valores que ele terá que considerar para sua escolha? Sua escolha será ética? Por isso a ética e a moral deve ser estudada e daí um grande mistério será revelado ao aluno. Faça um teste, pergunte a um estudante do ensino médio para explicar a frase de Pascal, a verdadeira moral zomba da moral. Tenho certeza que não irá saber a resposta. Este é um grande enigma para estes alunos que a escola só tem uma ideologia. Esta análise feita pelo aluno, suas escolhas e decisões será muito importante para o seu desenvolvimento. Mas, o problema não será o aluno. O problema será o Estado.
Será que o Estado irá conseguir dar opções para este aluno? Pois um jovem animado e motivado irá exigir energia. Pois se o Estado não der conta de contribuir para as expectativas para este jovem resultará em mais uma opção de frustração. Ou escola particular de qualidade irá conseguir dar várias opções para este aluno? O que poderia significar uma real oportunidade para todos, só será mais uma ferramenta para continuar a elitização da sociedade. E por sua vez a exclusão social e o preconceito. E nos lugares mais afastados das capitais já existe dificuldade de se manter uma escola com todas as disciplinas e como será com este ensino mais flexível? É outro ponto importante a se pensar. Mas, também não podemos parar no tempo. O Brasil é muito grande então os problemas terão a mesma proporção. Resolver cada um deles é muito difícil, mas tem que ser feito.
Trazer o ensino técnico para mais próximo do aluno é uma opção importante para uma educação de qualidade e democrática.


A inclusão da formação profissionalizante no ensino médio tem potencial de impacto social importante. Hoje, perto de 90% dos jovens que terminam o ensino médio não vão para a faculdade. A maioria nunca mais retorna a uma sala de aula. A oportunidade de receber formação para o mercado de trabalho ainda na escola pode mudar a trajetória social desse jovem. (Época)


Esta proposta de flexibilização da educação é importante para a democracia. Na verdade é uma evolução normal de um sistema democrático. Tem que acontecer. Mas, o governo precisa aprender a escutar mais o povo, que é quem paga para que a escola exista. Pois, os impostos são muito alto para se ter uma educação “meia boca”, sendo otimista. O aluno que é o objetivo central da educação. E o mestre que é que faz a educação acontecer. O presidente da CPP (Centro do Professorado Paulista) professor José Maria Canselliero escreveu:

Uma reforma do ensino médio era necessária, diante de estatísticas que mostram desistência de praticamente 50% de nossos jovens. No entanto, legislar por medida provisória significa não dar oportunidade de participação da sociedade e do segmento que estão envolvidos no processo (professores e alunos, principalmente).  (Jornal dos Professores, p.2)

Além de focar no aluno, também é importante considerar a sociedade. Talvez o foco principal deva ser a sociedade. É o mesmo do projeto da escola sem partido. Também é uma evolução da democracia, pois uma escola que só tem uma ideologia em que o aluno não pode conhecer outra forma de pensamento não condiz com a escola cujo objetivo é aprender.

De tudo o que foi dito, conclui-se que a importância política da educação reside na sua função de socialização do conhecimento. É realizando-se especificidade que lhe é própria que a educação cumpre sua função política. (SAVIANI, 2000, p.88)

Todos estes acontecimentos demonstram uma preocupação com a educação e com a democracia é cada vez mais presente no dia a dia. O que significa que a democracia faz parte da qualidade do ensino. A educação tem que contribuir para um aluno melhor e consequentemente para uma sociedade melhor. E não para uma reprodução o que temos hoje em dia na sociedade. Se for para reproduzir o que temos hoje na sociedade não necessita de reformulação da educação, pode-se deixar como está. Também não se precisa de muitos investimentos. Na verdade o que se investiu foi exatamente em uma escola partida, segmentada. E também não queremos uma nova roupagem para esta escola partida, a educação tem que ser coisa séria. E tem que ser para todos. A escola democrática presupoem participação ativa e uma participação ativa  presupoem escolhas e escolha necessita de alternativas. Sem alternativas não existe diálogo e sim monólogos. Não tem lógica em um mundo com várias ideologias não poder apresentá-las. Um professor que não consegue ver, conhecer, ensinar as mais variadas visões de mundo. Não pode ser considerado um professor. É um vendedor, pois o vendedor tem um foco, um objetivo e tem que se virar com isto. Um professor que gosta de uma certa ideologia e não aceita conhecer outra, na verdade está dificultando sua própria evolução de si. E sempre estamos aprendendo com o outro.

Bibliografia

Jornal dos Professores. Publicação do Centro do Professorado Paulista. Edição: outubro de 2016, n°469, ano: LII

SAVIANI, Dermeval. Escola e Democracia. Editora Autores Associados: Campinas, 2000.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Lições para Presidente da República do Brasil

Ser presidente da república é um dos cargos mais importante para um país. Exige muita dedicação e preparo. Um erro, que pode ser até pequeno, irá trazer a população grandes conseqüências. Não se pode aceitar um erro, menor que seja. Não é porque um erro é pequeno que podemos desconsiderá-lo. Pois, se assim o fizermos pode acontecer que este erro pode ser considerado bom. E sabemos que um erro é ruim, mesmo sendo pequeno. Em nossa democracia seria pertinente perguntar para a vítima se este erro foi realmente bom. Se ela gostou do erro do presidente. Pois, o que vemos é que a vítima em nosso país é vítima no mínimo por duas vezes. Uma é a conseqüência do erro em si, e a outra é o não escutar sua fala. Calar a voz da vítima é tão ruim quanto o erro em si. Na verdade é uma forma de potencializar o erro. E uma forma de violência. E é isso que nossa sociedade faz.  Também é um indicativo que a nossa democracia é nivelada aos erros. É como se disséssemos que tem que existir erro para existir democracia. Que é um absurdo! Nivelar a democracia com erros. É nivelá-la por baixo. E com isso a sociedade vai piorando mais, e mais. E isso não é democrático. E tudo vai piorando a ponto que muitos pedem uma ditadura militar. Daí vem stáculosalguns a público e diz que esta contradição é democrática. Todo este malabarismo é para se defender o erro. É extremamente difícil classificar esta situação como democracia. É lógico que as idéias e reflexões têm que existir, mas defender o erro não é reflexão, é crime. É na verdade um defeito cognitivo. E um defeito dos mais maléficos que pode existir. Pois não se passa de dolo. 
É lógico que na inércia atual o governo Dilma estava condenado a fracassar. Para sair do estado de inércia precisa exercer uma força. E esta força é escutar o povo. E escutar o povo é algo que ela não fez. E foi aí o erro dela. E um político que não escuta seu povo não é digno de exercer a presidência do Brasil. É muito comum no Brasil o político não escutar o povo. Talvez este problema seja cultural. 
Quando o Lula assumiu a presidência da república havia uma dívida somada absurda de cerca de R$852 milhões. Sendo que R$212 bilhões referente a dívida externa e R$640 bilhões de dívida interna. Só aqui mostra que o Brasil é mal administrado porque a dívida interna é maior que a externa, significa incompetência. E muitas vezes a incompetência tem como resultado a corrupção.  Se ele não tivesse feito nada para quitar toda esta dívida e deixar o Brasil sem nenhuma dívida seja ela interna ou externa não seria bom, mas só por não piorar a situação do país já é algo importante a fazer. E nem isso ela fez. Pois ele deixou uma dívida maior do que encontrou.  A próxima administração teria condições de dar prosseguimento ao desenvolvimento das potencialidades do Brasil. E resolver este problema das dívidas, pois dívidas são um dos grandes obstáculos para o desenvolvimento. E o Lula teria entrado para a História como o melhor presidente de todos os tempos. Simplesmente por não ter atrapalhando. E hoje ele deveria ser o secretário geral da ONU, por exemplo. E hoje estaria dando as palestras para várias pessoas e empresas. E não palestras que só existiu no mundo dos sonhos.  Nunca existiu uma oportunidade como esta de se entrar para a história como o melhor sem fazer nada. E esta era uma oportunidade que o contexto social da época lhe proporcionou. Mas ele não aproveitou. O que ele não deveria fazer foi exatamente o que ele fez. 
Mas, não foi isso que ele fez, no final do seu governo a dívida era maior do que ele encontrou.  E isto não é o que o povo esperava. A dívida externa deixada foi de R$318 bilhões. Uma dívida maior do que ele encontrou., muito maior. E a dívida interna deixada foi de R$2 trilhões. Ele aumentou tanto a dívida interna como a externa. Não existe outro definição, é irreponsabilidade. Sem contar os escândalos de corrupção. Que potencializaram muito todas estas dívidas. Também aqui não estamos considerando os roubos de objetos do próprio planalto central.
Como o Lula ficou durante anos atacando outros políticos, afirmando que era corruptos, ladrões e incompetentes, não que era mentira. Muito pelo contrário falava a verdade. Mas isso não significa que ele seria um bom governante. E nem que não era corrupto! E foi exatamente isso que ocorreu. Ele pratidou mais corrupção e incompetência dos políticos que ele condenava. Neste ponto ele superou seus mestres.  Aqui percebemos que o foco do Lula e do PT não é o povo brasileiro, pois se fosse este seu objetivo, a opção de não deixar dívidas ou pelo menos a reduzisse o máximo possível era uma sábia escolha, mas vemos que não foi este o caso. Infelizmente o Lula e o PT jogou fora uma história de luta. Ou talvez eles já tinham planejado praticar esta corrupção toda e achavam que ninguém iria descobrir. 
Desconsiderando a corrupção, tem também a questão da capacidade cognitiva. Criou-se um mito que ele é inteligente. Mas, na verdade a cognição dele é muito baixa. O governo Fernando Henrique Cardoso teve a oportunidade de estabilizar a economia. Com pessoas capacitadas conseguiu domar a inflação e dar uma oportunidade para o crescimento do país. Ele conseguiu equacionar o problema da inflação para ajudar o Brasil a crescer e nunca houve esta oportunidade real. É lógico que esta solução era provisória. Então o que o próxima administração tinha que dar continuidade a este processo. E a próxima administração teria que ser feita por pessoas qualificadas. E o mais qualificado tem que ser o presidente da república. Mas, o governo Lula continuou tudo o que o governo anterior fez, menos a economia. E por que não fez? Porque não tinha e não tem inteligência para continuar um processo real de desenvolvimento. E deveria no mínimo não aumentar as dívidas, pois se aumentasse iria dificultar a próxima administração. Ou estava mais preocupado em locupletar-se.  
Começar uma administração com uma dívida enorme é caso de polícia. Deveria no mínimo já começar uma investigação e prender os culpados, pois uma dívida deste porte é impossível não haver crimes. E a próxima administração tem a obrigação de diminuir as dívidas. Mas, vemos que a Dilma praticou mais corrupção e aumentou ainda mais a dívida. Na verdade, a administração Dilma  tinha como objetivo destruir o superávit primário para implementar o caos social. E talvez a próxima administração, que provavelmente seria o Lula, iria-se implementar a ditadura do proletariado.  Uma ditadura que o trabalhador não teria voz ativa, porque nunca teve em outras oportunidades e porque teria agora. É um plano no mínimo maquiavélico.
Qual é o foco da Dilma? Uma pergunta importante. A resposta não é o povo brasileiro. Pois, se fosse o povo brasileiro seu principal objetivo. Ela teria rompido com o Lula. E iria denunciá-lo para o partido e se o PT tivesse o objetivo o Brasil, teria expulsado ele do partido. E já estava preso a muito tempo. Porque ele foi no mínimo irresponsável. E as investigações comprovam que ele é corrupto. E ele tem cupinxas em todo lugar. Mas este não é o caso, percebemos que o povo brasileiro não é prioridade no governo Lula. Como também não é prioridade na administração Dilma. E também não é na gestão do PT de lugar nenhum. Infelizmente os fatos levam a esta conclusão. Negar isso é  negar a realidade dos fatos. É negar um ótimo exemplo a não seguir. 
O superávit primário é construído com o dinheiro arrecadado através de impostos e tributos... é um dinheiro do povo, destruí-lo é desrespeitar o povo brasileiro, que é trabalhador e guerreiro. 
 O mínimo que um presidente deve fazer é deixar o país sem dívidas. Se um presidente não fazer isso, não temos alternativa, temos de considerá-lo incompetente. Por mais que alguns tenham um vínculo emocionalmente forte com eles, não podemos se deixar levar por emoções, pois o bem-estar do povo é o que se deve considerar como referência de um bom governo, de uma boa administração. Ser um bom governo nos discursos e no marketing não faz os juros cair juntamente com a inflação. Não faz o desemprego cair e não faz os corruptos irem para a cadeia. Não abrem postos de trabalho e leitos de hospitais. Na verdade este sentimento é uma grande força para que se proteja tudo isso, tudo de ruim que está acontecendo em nosso país. Dificultando o real desenvolvimento do Brasil. 
Lula Impostante (impostor + Importante)
Mas o Lula foi um governo importante para o desenvolvimento do país. O PT, quando não estava administrando o país e também não era um partido de grande expressão, criticava muito o governo. Sabia muito bem apontar os erros que existia. Eles demonstraram que a corrupção era muito atuante no país. Seus alertas eram importantes e ganhou a atenção de muitos. Um partido que combate a corrupção era uma novidade atraente. E usando um discurso socialista promoveu uma expectativa que era possível ter uma sociedade sem estes grandes problemas que a corrupção e o capitalismo trás para o povo. Mesmo ele sendo um “analfabeto funcional”. Uma pessoa sem estudo com um discurso com muitos erros de português e até mesmo incoerente, mas com muita crítica a situação do trabalhador, que não era nem um pouco favorável ou razoável. Ganhou a confiança do povo. E o Lula e seus companheiros contavam com isso. Ele queria o apoio do povo por motivos individuais. Não se preocupou em nada com o povo. Muito pelo contrário, ele queria instalar um caos social para se manter no poder. Como em alguns países no mundo. É através do caos social que eles planejaram se manter no poder, uma forma de dominação,  é uma técnica maquiavélica. Que o povo não merece.
Sua importância está em que sua corrupção foi tão escancarada. Seus cambalachos foram tão evidentes que as pessoas que tinham dificuldade de reconhecer a realidade política começaram a perceber. E também começaram a se manifestar. Até mesmo em bares onde se tem televisão e geralmente assistem-se jogos de futebol, estão assistindo a programas relacionados com política e julgamentos. É claro que isso é pouco, mas antes nem se imaginava em ver esta cena. 
Este benefício que o Lula trouxe para o Brasil é muito importante, pois as falcatruas do Lula e o pt tem que estar a mostra de todos. Seus cambalachos só pioraram a situação do país. Mas tudo leva a crer que agravar a realidade social do país era um de seus objetivos. E para se fazer isso eles gastaram mais do que arrecadavam.  Somando-se a destruição do superávit primário o caos está lançado. Tudo isso sem considera a corrupção.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Segunda-Feira, Dia Nacional de Procurar Emprego

Na década de oitenta e começo de noventa do século passado havia duas preocupações centrais na mentalidade do brasileiro. Uma era a inflação alta e a outro o desemprego. Estes era duas coisas que assustavam a todos. E para os que estavam empregados havia o medo de perder o emprego e também os baixos salários traziam preocupações constantes. Pois os salários não acompanhavam os preços dos vais variados produtos que subiam constantemente. 
É lógico que outras coisas também eram preocupações constante como estudo, saúde e segurança. Mas a inflação alta e o desemprego também alto eram os grandes vilões da sociedade brasileira. E parece que isso será novamente a preocupação do povo brasileiro.
Neste momento da vida do brasileiro a segunda-feira era o dia de se procurar emprego. Neste dia logo pela manhã os indivíduos saiam bem cedo para procurar emprego. Que ocasionava um aumento significativo no transporte coletivo, que nesta época era muito mais lotado do que hoje em dia. Ônibus lotado era normal. Não existia a orientação de só movimentar com as portas fechadas. Nesta época muitos ficavam pendurados nas portas. Era perigoso, mas se fosse esperar um ônibus vazio, iria esperar muito tempo, pois todos os ônibus neste horário estavam lotados. Tanto para ir ao trabalho como para voltar do trabalho.
Os que estavam procurando emprego precisavam somente de seus documentos pessoais e uma caneta. Não se precisava de mais nada. Quando chegava na recepção de uma empresa pedia-se para preencher uma ficha. Era assim que se procurava emprego. Então a recepcionista dava a ficha para você e você em um canto preenchia a ficha com seus dados. Muitas empresas emprestavam uma caneta, mas muitos se preocupavam em ter a sua própria caneta. E dali se dirigia para a próxima empresa. A procura do emprego era realizada até as 12 horas, pois não se tinha dinheiro para se pagar um almoço. 
No outro dia e durante o resta da semana a espera que o telefone tocasse para dizer quando se irá fazer a entrevista para o emprego gerava uma grande expectativa. Ou também poderia se receber um telegrama. A espera era angustiante. E caso não houvesse nenhuma proposta de entrevista, na segunda-feira começava a mesma rotina. De manhã cedo saída de casa a caça de uma oportunidade de se trabalhar.
Só que com a persistência na procura de emprego muitos optaram em levar um lanchinho para que pudesse continuar a procurar emprego depois da hora do almoço. Era uma oportunidade de se fazer a diferença e potencializar a busca de um emprego. Era muito mais cansativo. Mas era a única coisa que o indivíduo podia fazer para conseguir um emprego. Não se tinha popularizado o uso do currículo para todas as funções. Em muitos casos quando se pedia o currículo é porque não se desejava dar o emprego a esta pessoa. O que será predominante era mesmo o preenchimento da ficha. 
Estar empregado era motivo de satisfação pessoal. Nada deixava as pessoas mais felizes do que estar trabalhando. Mas, a crise se fortaleceu e o povo começou a procurar emprego não mais somente da segunda-feira, mas a terça-feira também começou a ser muito bem utilizada. E depois outros dias, pois somente a segunda-feira ficou inviável para as empresas por causa da grande quantidade de pessoas. Dependendo do caso as filas era enormes. Havia empresas que tinha processo seletivo todos os dias. Pois, além da procura ser muito, também a rotatividade era alta.  
E quando um ser humano conseguia um emprego, só faltava à família fazer uma festa. Pois, a felicidade era grande. Então a comemoração era intensa. Parecia que alguém tinha ganhado na loteria. Mas, era somente um emprego que nem sabia se realmente iria ficar, e se era bom ou se o que foi prometido realmente iria acontecer! Nesta época o Brasil passava por uma grande crise constante! 

sábado, 19 de março de 2016

Parlamentarismo no Brasil é um Golpe

Antigamente as eleições no Brasil o voto era indireto. No decreto de 7 de março de 1821 regulamentou a eleição dos deputados brasileiros. Provisoriamente Portugal adotou o sistema eleitoral espanhol de 1812, constituição Cádiz.
Esta é conhecida como a primeira eleição geral no Brasil. Esta eleição era formada por quatro partes.
A primeira era os cidadãos que escolhiam os compromissários de cada freguesia. Freguesia era o nome dado a menor divisão administrativa de Portugal em outros países. Estas divisões era chamada de paróquia civil. E cada freguesia tem que ter no mínimo um conselho.
Depois de escolher o compromissário. Estes por sua vez escolheriam os representantes da paróquia, esta é a segunda etapa.
Na terceira etapa, os representantes da paróquia escolheriam os eleitores da comarca.
Somente na quarta instância é que finalmente elegeriam os deputados.
Nesta época não existia título de eleitor. E analfabeto podia votar. Também o voto era aberto. Além do analfabeto, os militares também tinham o direito de votar. O votante tinha que ter mais de 25 anos e ser casado. Também o voto era censitário, ou seja estava associado a economia. Para votar a renda deveria ser igual ou superior a 25 quintais de mandioca, ou seja, 1,5 toneladas. Neste formato de eleição o voto indireto do indireto...
Durante este período, muitas pessoas que queria ser compromissários compravam os votos de seus fregueses. Um agradinho aqui e ali. E ficou conhecida a expressão: Fulano é meu fregues. Vemos que a compra de votos é uma coisa antiga aqui no Brasil.
Já na república brasileira o voto para deputado era direto e secreto. Neste caso foi aperfeiçoado o sistema eleitoral. Mas entre avanços e retrocessos. Em 1978, o voto era para dois senadores, um com voto direto e outro para voto indireto.
Em 19 de novembro de 1980, foi estabelecido o voto direto para governador e senador. Mesmo com o desenvolvimento da democracia em 15 de janeiro de 1985 o presidente civil do Brasil foi eleito com voto indireto.
O voto indireto foi o primeiro utilizado no Brasil, José Bonifácio de Andrada e Silva adotou esta prática que perdurou até 1881. O voto direto foi estabelecido pelo presidente do conselho José Antônio Saraiva que durou até 1964. Durante a ditadura militar o voto indireto foi estabelecido para os cargos executivos.
Em 1984 o deputado Dante de Oliveira a emenda a constituição que o voto para o executivo, para presidente da república fosse direto. A população apoiou esta iniciativa do deputado. Este apoio cuja as manifestações foi conhecido como "Diretas Já". E a população participou intensamente. Mesmo com toda a força da população e do apoio de vários políticos, atletas e artista em 25 de Abril de 1984 foi negada a utilização do voto direto.
Somente na constituição de 1988 é que foi legitimado o voto direto para presidente. Esta foi uma grande conquista para o povo brasileiro. O direito de votar diretamente para o presidente da república no Brasil.
Outro fato importante, foi o plebiscito de 21 de abril de 1993. Neste plebiscito o povo deveria escolher entre república ou monarquia e entre presidencialismo ou parlamentarismo. O resultado foi:
República: 66,28% dos votos válidos
Monarquia: 10,26% dos votos válidos
Presidencialismo: 55,41% dos votos válidos
Parlamentarismo: 24,79% dos votos válidos
O povo foi sábio e coerente com esta escolha pois lutou muito para que o voto direto fosse estabelecido para os cargos executivo e legislativo.
Hoje voltou, por partes de alguns políticos, o pensamento que o parlamentarismo seria uma opção melhor do que o presidencialismo no Brasil. Esta atitude destes político é contrária o que o povo historicamente lutou para conquistar, o voto direto. O voto direto significa que o povo vota diretamente não só no candidato, mas quem vai exercer o poder de presidente, por exemplo. Votar em um presidente que escolhe outra pessoa para exercer o poder constitucional é uma forma de voto indireto. Pois, no parlamentarismo quem manda é o primeiro ministro. Esta opção é retrocesso no desenvolvimento político no Brasil.
Se estes políticos fossem realmente representantes do povo brasileiro iriam querer aperfeiçoar a democracia, pois iram defender que o povo votasse também para a presidência da câmara dos deputados federais e também para a presidência do senado. Esta seria conhecida como triplice-voto.   
Atualmente o Brasil vive uma parlamentarismo camuflado, pois todos sabem que o presidente anterior é que tem grande influência na gestão atual. E este é um dos motivos que o Brasil se encontra em uma grande crise. Crise esta que tem proporção astronômica, pois é uma crise política, social, econômica e judiciária.
Com as atuais investigações e prisões que vem acontecendo no Brasil, e estas investigações e prisões devem continuar acontecendo para o bem social de todos. Desde a época do mensalão estas investigações vem mostrando que a corrupção é o criador de muitas das crises que o Brasil vem passando, dificultando a vida de todos os brasileiros de bem.
A dificuldade de continuação deste parlamentarismo camuflado. Inclusive, faltou uma melhor reflexão no governo anterior a este, pois com a sua mudança ideológica jogou fora toda um história de combate a corrupção. O que está ficando claro para o povo que todo discurso que era feito contra a corrupção era somente um discurso. A intenção era praticar e aumentar a corrupção. Mas, nesta melhor reflexão, talvez faltou ver o outro lado da moeda, talvez deveriam ter dado voz ao contraditório. Também, o que podemos perceber é que faltou estudar mais, ler mais. Isto é notório!
Como este parlamentarismo camuflado está preste a ruir e até mesmo com mais prisões e afastamento. O governo atual então que nomear o presidente anterior como ministro.
É simplório que estão afirmando que esta manobra iníqua é para escapar do judiciário, enfraquecendo sua atuação. É notório que com a nomeação do ex-presidente como ministro é uma transição deste parlamentarismo camuflado para um parlamentarismo mascarado. Com este parlamentarismo camuflado já estamos vivendo um golpe. Com o parlamentarismo mascarado só é a sua evolução. Então depois só virá o golpe definitivo. E será uma barbárie!
Quando se afirma que o impeachment é um golpe estão na verdade revelando o que está no inconsciente. Estão revelando quais são seus intentos. O de um golpe na população brasileira!

http://www.sul21.com.br/jornal/eleicoes-2014-historia-do-voto-no-brasil/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Freguesia
http://www.coladaweb.com/politica/eleicao
http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/diretas_ja.htm
http://www.significados.com.br/parlamentarismo/
http://www.politize.com.br/leis/sistemas-de-governo-1-o-parlamentarismo/
http://www.tse.jus.br/eleicoes/plebiscitos-e-referendos/plebiscito-de-1993
http://www.justicaeleitoral.jus.br/arquivos/plebiscito-de-1993

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Justiça Para os Ruins

Um livro que deve ser lido, estudo, ampliado e até mesmo criticá-lo é o clássico: A Republica de Platão. O livro nos indaga com uma pergunta muito importante e atual: O que é justiça? Entre várias definições, Sócrates esclarece a reflexão sobres este tema é importante e complexa. E na minha opinião é um tema, além de atual, está aberto para muitas outras ponderações.
Algo que ouvimos muitos afirmar constantemente em nossa sociedade é que não se faz justiça. Outros afirmam que a justiça é tardia mas não falha. Que a justiça é cega. Outros afirmam que a justiça é míope. Também tem aquela fala do povão que a polícia prende e a justiça solta.
Já no livro de Platão muito se fala sobre justiça. É considerado um tema de muita importância. Uma das definições é: Justiça é fazer bem aos amigos e fazer o mal aos inimigos. Podemos considerar que quem é amigo do estado tem sua justiça garantida, já os inimigos não. Este é um pensamento lógico. E que é esperado por muitos.
É lógico o debate sobre justiça no livro A Republica vai mais mais além, Sócrates que é um dos debatedores faz muitas análises importantes. E observa que esta definição é falha. Porque não sabemos se uma pessoa é realmente o nosso amigo. E amigos também podem fazer coisas erradas....E com esta reflexão podemos então perguntar: O que é amigos?
É lógico que não devemos fazer mal a ninguém.  Mas, por horas, vamos considerar esta definição de justiça. Fazer o bem para os amigos e fazer o mal para os inimigos.
Maquiavel também pensou assim ao dizer: "Aos amigo os favores, aos inimigos a lei". Já Getúlio Vargas também diz assim: "Aos amigos, tudo; aos inimigos, os rigores da lei." Talvez eles só leram o começo do livro e consideraram esta definição suficiente para aplicação. Aqui cabe outra mais uma pergunta: Este tipo de pensamento é de quem gosta de ter o poder em suas mãos? Eles não percebendo que havia muita riqueza no restante do livro. Ou talvez eles eram tudo, mas optaram por esta definição. Aqui fica o convite de ir mais além das páginas iniciais do livro do Platão.
Hoje em dia, aqui no Brasil, esta definição é usada de forma contrária, pois quem é amigo do Estado nem a lei tem direito de ver seu comprimento. Já o inimigo tem mais chance de ter justiça a seu lado. A justiça então se definiria assim: Aos amigos o não cumprimento da lei, aos inimigos a lei. Talvez esta seja a definição do pessoal dos direitos humanos.
Por exemplo, um cidadão de bem, que paga seus impostos não consegue uma consulta médica. Já o que comete crimes tem. E se for político corrupto tem a sua disposição os melhores médicos. Muitos trabalhadores ganham menos ou o mesmo que um criminoso que tem direito a um salário para a sua família. Significa que atualmente o roubo é uma forma de trabalha e que ladrão virou profissão. O que faria Sócrates neste contexto atual? Com certeza ele diria que a Grécia era muito mais sofisticada do que o Brasil.
Mas não para por aí esta frase tem um variante que também merece nossas considerações. Que é: aos amigos tudo! Aos inimigos, os rigores da lei. Esta variação é muito interessante, pois este tudo para os amigos podem se configurar em corrupção, pois vou dar todo o favorecimento para o meu amigo. E para os inimigos os rigores da lei pode se pensar assim que não sou contra a pessoa, pois se ele cumprir ele vai ter o que merece.
Me perguntaram até que parte o Molusco leu este livro. Eu respondi que nenhuma parte, mas disseram a ele que o líder pode mentir.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Você Vai Casar Comigo

Como de já era de costume Vera foi feliz para a escola. Chegando lá, sentada em seu lugar lembrou que não tinha material escolar. E todos os outros alunos tinham seus materiais. Tempo difíceis, o preços de tudo aumentava com frequência. Era a famosa, impiedosa e injusta inflação. Então, a escola fornecia o material escolar. Mas, demorava muito. Principalmente para uma criança. E convenhamos não pode haver nenhum tipo de demora nestes casos.  Como Vera estava cansada de esperar, teve uma grande ideia. Ela pensou:
- Eu posso trabalhar!
 Essa ideia ocorreu quando ela tinha 7 anos de idade. Perto da sua casa havia uma fábrica. Sua ideia brilhante era ir até a fábrica e pedir um emprego. Muito animada com a ideia, foi toda animada para a fábrica pedir emprego. Chegando lá conseguiu falar com uma pessoa importante da fábrica. Explicou que não tinha material escolar e que com o trabalho ela poderia comprar todo o material. E com o material poderia participar melhor das aulas. E também poderia desenhar e pintar lindos desenhos que só uma criança saber fazer. Na verdade a criança não desenha ela sonha com os lápis de cor.
Então a mulher perguntou aonde Vera morava e foi até a casa dela conversar com seu pai. Neste diálogo foi combinado que Vera iria trabalhar na fábrica sempre com a supervisão dela. E sempre Vera fica do lada dela. Ela cuidava muito bem da Vera. Não deixava a Vera por nada. Aonde ela ia a Vera iria com ela.
O Tempo passou a Vera foi registrada e continuou a trabalhar nesta fábrica. Todos gostava muito dela. Mas, a Vera queria ganhar mais e depois de muitos anos aceitou um emprego de vendedora.
No instante que entrou na loja para conversar com o gerente, um vendedor disse que iria casar com ela. Ela pensou:
- Que cara louco! Nem me conhece.
E ele era insistente, era quase uma perseguição. Ele estava sempre por perto. Mas, existia concorrência, um outro vendedor também estava gostando da Vera. E ela conversava com os dois, pois ela não estava interessada em nada mais que conversas sadias com todas as pessoas. Trocar ideias é muito legal.
Próximo da loja havia um parquinho, Vera e os dois vendedores resolveram ir até este lugar. E ambos queria pagar a pipoca para ela, e como não houve um acordo, brigaram. E a Vera ficou triste com o acontecimento. Eles eram dois amigos dela e nada mais.
Então ela foi embora, pegou o ônibus e foi em direção a sua casa. O vendedor que queria casar com ela. E não se cansava de repetir. Pegou eu fusca bala e foi atrás do ônibus. Como não conseguia fazer o ônibus parar, ele deu uma fechada causando um pequena batida em seu carro. No ônibus não houve dano algum. Então ele disse:
-A minha mulher está neste ônibus. Eu quero que ela desça agora.
Olhou para ela e disse:
-Desce agora do ônibus. Sou eu que vou levar você para casa.
Ela sem saber o que deveria fazer. E não querendo atrapalhar ninguém. E o ônibus precisa partir. Desceu e entrou o fusca e deixou ele levar ela para casa. Chegando lá, ele disse que não queria nada com ele. E foi para o seu quarto.
E ele disse para o pai da Vera:
- Não saio desta sala até a Vera vir falar comigo. Eu vou me casar com ela.
Depois de um tempão, falaram para ela conversar com ele e resolver a situação, pois todos queriam dormir, pois já era tarde. A Vera já estava em seus aposentos, mas para o resto da família não.
Então ela resolveu ficar bem desarrumada para falar com ele. Mas, nada fazia ele desistir. Ele queria casar com ela.
Depois de muita conversa, resolveram namorar, já com intensão de casar. E também já se preparando para tal.
Mas, a loja onde trabalhavam não permitia que este tipo de relacionamento. E queria mudar um dos dois de loja, a transferência era preciso, inevitável. E ele não queria nem pensar em ficar longe da Vera.
Do lado desta loja havia uma outra loja concorrente, então ele pediu as "contas", pediu demissão e foi trabalhar nesta loja. Mas ele fica sempre na frente da loja olhando para a Vera. E ia até lá de vez em quando para conversar com ela e até ver se ela estava trabalhando direito.
Depois de alguns meses se casaram. E são mais de trinta anos de união. Ela tem dois filhos um deles se o ano passado. E fez a festa de formatura este ano e o outra também está terminando a faculdade.