quarta-feira, 14 de junho de 2017

Deputada! Não Pregue a Violência

Recentemente a deputada federal Benedita da Silva disse em uma reunião de seu partido: “Quem sabe faz a hora e faz a luta; e a minha bíblia está escrito que sem derramamento de sangue, não haverá redenção. Vou à luta, e vamos à luta, com qualquer que seja as nossas armas”. Uma defesa explícita a violência. Algo que um deputado nunca deveria fazer. Quando um político faz uma apologia a violência desta forma tem que ser expulsa da vida política partidária. Pois, a violência em nosso país vem aumentando. E com esta atitude não ajuda em nada uma cultura da paz.
E para piorar ela usa um texto da Bíblia para tentar fundamentar seu iníquo pensamento. O texto em questão pode ser lido no livro de Hebreus, no capítulo 9. Mais precisamente no versículo 22: “E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há redenção.” Neste capítulo nos ensina sobre o sacrifício de Jesus Cristo para salvar a humanidade de seus pecados. Não é um sacrifício para se produzir mais pecados. Se houver este tipo de ensinamento não foi ensinado por Jesus Cristo. Jesus Cristo é conhecido como príncipe da paz. E ele mesmo disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” Este passagem fica no Livro de João, no capítulo 14 e no versículo 27. Este é um dos ensinamentos mais significativos para todos os que realmente desejam paz e desenvolvimento humano para todos.
A paz que o mundo dá é totalmente diferente do que a paz que Cristo oferece, mas parece que esta deputada não entendeu ou quer manipular as pessoas para seu real intento. No capítulo em questão começa explicando como funciona as ordenanças no santuário terrestre. Que também é conhecida como templo. Ensina que estes rituais são uma alegoria do que estava por vir, ou seja, era um simbolismo do sacrifício de Cristo. No versículo 12 está explícito que o sangue em questão é o de Jesus Cristo para uma redenção eterna. No versículo 14 ensina a todos que Jesus Cristo se ofereceu para tal atividade.
As ordenanças feitas nestes tabernáculos que ofereciam sacrifícios de animais eram considerados como o primeiro testamento, o que Cristo fez é o novo testamento. Significa que Jesus Cristo foi o último sacrifício a ser feito deste modo para aniquilar o que nos impedia de um desenvolvimento melhor e perfeito, se nós quisermos.
Este sacrifício que está sendo exposto neste capítulo está descrito no Livro de Lucas, mais precisamente no capítulo 22, do verso 39 a 46. Foi uma atitude solitária no sentido de não ter a participação de ninguém, como uma briga física ou guerra. Então não é legítimo usar este versículo para tentar defender uma luta, uma revolução ou qualquer manifestação parecida, como escrevi no início Jesus Cristo é o príncipe da paz e não da guerra.
Um pouco depois deste acontecimento Jesus Cristo é preso. Nesta ocasião Pedro ataca um deles e corta-lhe a orelha. Um convite para que Cristo se defendesse com agressões contra eles e talvez desse início a uma resistência militar. Talvez com esta atitude, Pedro pensou, agora vamos a luta. E era isto que o povo estava esperando, um libertador soltado. Uma pessoa que estava disposta a derramar sangue, mas Jesus Cristo já derramou todo o sangue que poderia derramar para ajudar a humanidade. Mas, a atitude de Cristo foi outra. Ele curou a pessoa que teve sua orelha cortada.
Se fosse para derramar sangue do jeito que a deputada diz, este era o melhor momento para se promover qualquer violência ou defesa cuja consequência seria o derramamento de sangue. E segundo o que estudamos seria um derramamento de sangue inútil.
E neste sentido a História é interessante, pois foi exatamente isto que ocorreu algum tempo depois. Alguns judeus da época quiseram pegar em armas para se libertar do império romano. Então possivelmente a atitude de Pedro ao atacar os que estavam prendendo Jesus Cristo foi incentivar uma guerra, pois talvez já estariam organizados para este fim. E só precisavem do aval do mestre. E depois de algum tempo consolidaram esta vontade. Só que o império romano estava melhor preparado e também mais numerosos e melhor armados não deixaram que este judeus que queriam a guerra prevalecesse. E tiveram que fugir. Fugindo foram para um local muito alto e a única saída seria descer por cordas e entrar em uma caverna. E foi isto que fizeram. Então os romanos acamparam próximo da caverna, pois a única saída para o judeus seria voltar por onde vieram e enfrentar os romanos. Mas, sem condições para isto resolveram ficar dentro da caverna. E os romanos não quiseram derramar sangue e ficaram acampados ali e esperaram. E o que sabemos é que os judeus que estavam na caverna morreram de fome.
É muita irresponsabilidade usar a Bíblia para promover a violência. Neste capítulo de Hebreus citada pela deputada está escrito que dentro do tabernáculo ou templo estava a arca da aliança. Aliança devemos entender que é para a paz e não para a guerra. E dentro desta arca tinha algumas coisas, entre elas tinha a tábua dos 10 mandamentos. E um dos mandamentos é não matar. E é isto que devemos fazer, é incentivar a paz, motivar a paz. Fazer apologia a paz. Fora disso não é aceitável principalmente para um deputado, seja homem ou mulher.
A paz é muito melhor que a guerra e o derramamento de sangue. É na paz que o ser humano se desenvolve. Gandhi disse: “Eu sou contra a violência porque parece fazer bem, mas o bem só é temporário; o mal que faz é que é permanente.” Um bem temporário é enganação e o mal permanente é retrocesso. Pensar para frente promovendo a paz e o desenvolvimento humano é o que o povo quer que seu representante político faça. Apologia a derramamento de sangue é desnecessário.                         

sábado, 3 de junho de 2017

Emprego: Seleciono para Excluir!

Fui até uma empresa para participar de um processo seletivo. Quando o processo foi iniciado, a pessoa que estava comandando o processo disse que a empresa tem a preocupação de atender bem o cliente para que o cliente sempre volte a comprar e também não negative a empresa. Pois nenhuma empresa séria quer um marketing negativo pelo próprio cliente.
Eu conheço várias filiais e não é esta situação que a gente encontra. Não há esta excelência no atendimento. O atendimento é comum, como qualquer outro lugar. E muitas vezes deixam a desejar. Na verdade, as vezes deixa muito a desejar. Mas, escutei com atenção. E a fala desta selecionadora estava sempre com um olhar reprovador. Já contrariando a própria fala.
Então ela deu duas folhas para cada participante, uma era de dados pessoais e a outra um teste. E deu um tempo para nós terminarmos o teste. Quando foi entregue o teste sem ler ela já foi separando em dois montes. Ficou claro que algumas pessoas já foram eliminadas sem ter seu teste lido ou ter escutado o que a pessoa tem a dizer.  Ou seja, ela teve um “julgamento justo” e depois forca. Julgou o Livro pela capa. Só aqui já vemos que não existe excelência no atendimento, pois não se faz este tipo de julgamento. Empresa que tem esta atitude não pode-se ser considerada séria.
Como ela emprestou a caneta para fazer o teste. Em um determinado momento ela disse que estava faltando duas canetas, pois ela ficou com as tampas das canetas. Ela julgou que alguém tinha roubado as duas canetas, mas para a sua surpresa tinha dois candidatos que estavam terminando a prova. Ela teria que verificar antes de julgar. Ficou claro para todos que ela julga antes de ter um fato concreto. E sua tonalidade de voz e seu olhar era de raiva. Muito reprovadora. Ela forneceu uma péssima imagem da empresa. E acredito que não seja isto que a empresa quer.
Depois ela fez uma dinâmica que perguntava nome, idade, local onde mora, três últimas experiências, e a filial mais próximo de onde mora, se tem uma vaga pretendida ou se está a disposição...
Ela disse também que a empresa só contrata as pessoas para trabalharem próximo de sua residência porque a empresa se preocupa com a qualidade de vida do funcionário. Só que isto não é verdade pois eu conheço várias pessoas que não trabalham na filial mais próximo de suas casas. Então aqui ficou claro que isto é uma forma de eliminar as pessoas.
Depois disso fomos até uma sala que ela disse para nós que passamos no teste, mas não há vagas para o nosso perfil. Se passamos e não somos contratados, significa que não passamos. Isto é lógico e claro. Mais uma de suas mentiras, pois uma empresa que não exige experiência para trabalhar então esta estorinha de perfil não é coerente, principalmente se existem treinamento e integração. E ela se recusou até a falar as vagas que estavam disponíveis. Isto é uma incoerência sem precedente porque se ela pergunta em uma ocasião se temos uma vaga que queremos trabalhar não é sensato esconder a vaga. Mesmo o candidato decidir estar a disposição da empresa. Ela vai estar disponível para uma certa vaga. Que ela tem que saber qual é a vaga para se estar disponível. E mesmo decidir se está ou não disponível. Não tem lógica esconder uma vaga.
Qualquer pessoa que tenha lido um pouco sobre empreendedorismo vai saber que esta atitude é errada. Pois, é comum os autores sobre o assunto usarem uma parte da estória da Alice no País das Maravilhas. Ela perguntou para o gato para onde ela deve ir. Ele respondeu perguntando para onde ela quer ir. E ela respondeu para qualquer lugar e ele disse então que pode pegar qualquer caminho. Com esta estória eles ilustram que a pessoa tem que ter metas, objetivos. E se ela esconde a vaga então ela está totalmente fora de uma atitude empreendedora e está impedindo que os outros a tenham. E para uma empresa que defende que o funcionário tenha a dor de dono, mas sem um espírito empreendedor fica um vácuo enorme entre o que a empresa quer e o que o candidato pode oferecer. Muito ruim isto. O que ficou claro que ela quer excluir mesmo. Se foco não é selecionar para incluir. É selecionar para excluir. Um foco totalmente desumano.
Você conhece o engenheiro que virou sorvete. Ele era bem sucedido em sua profissão, mas decidiu abrir seu próprio negócio e foi fabricar sorvete. Ele abriu mão de várias regalias, inclusive um salário muito melhor do que iria ter. Mas, ele decidiu virar sorvete. E com sucesso! Se ele fosse passar por um processo seletivo com esta pessoa, seria rejeitado, pois ele não tem o perfil para a vaga misteriosa. E se pesquisarmos iremos encontrar vários engenheiros que viraram alguma coisa. Simplesmente decidiram optar em obter ou desenvolver um outro perfil. Com sucesso ou não, mas esta opção é da pessoa. Se vai te sucesso ou não é uma outra questão, mas o desenvolvimento humano não deve ser sacrificado porque uma selecionadora quer excluir. Ninguém vai para um processo seletivo para saber ou perguntar qual é o seu perfil. Existem outros profissionais que fazem isto. E ela não é habilitada para tal. Ela seria uma pessoa que iria fazer um teste vocacional se a pessoa aceitasse tal vocação. É triste.
Foi perceptível que ela estava camuflando uma mentira. Algo que vemos acontecer muito no cenário político hoje em dia. Talvez ela use a uma máxima que diz: mentir com boas palavras. Isto é totalmente antiético, pois a máxima de Kant diz: “Age de tal modo que a máxima da tua vontade possa valer sempre ao mesmo tempo como princípio de uma legislação universal". O imperativo categórico de Kant é mostrar que o exemplo pessoal deve ser um modelo para toda a humanidade. E é exatamente assim que as coisas acontecem. Sempre somos exemplo para alguém. Já pensou se este processo seletivo for um modelo para outras empresas. O preconceito, estereótipo e até mesmo estigma seria algo bom. Contrariando todo desenvolvimento científico relacionado ao desenvolvimento humano.
Então refletindo sobre tudo isto, talvez seja uma das raízes porque esta empresa não consegue ter uma excelência em atendimento ao cliente. Uma empresa séria como esta não aceita um atendimento comum. Pois, já no próprio processo seletivo já não há um excelente atendimento. Estou escrevendo este texto porque considero uma empresa séria e que quer ser a melhor empresa no setor. E como também respeito a empresa acho positivo contar esta experiência para ciência de quem interessar.

Eu tentei enviar esta mensagem para a empresa, mas o e-mail da empresa não comporta um texto assim, pois mesmo obedecendo a quantidade não consegui enviar. Então decidi colocar no blog. 
Só que muitas vez as coisas não param porque.  Para mascarar esta técnica de exclusão esta empresa liga para o candidato excluindo e oferece um trabalho que ele não vai querer e caso queira, pois pode dar errado a análise deles. Então ele simplesmente afirmam que irão atualizar o cadastro. Eles ligam oferecendo um trabalho para não aceitar e caso aceite irão não darão o cargo para o candidato para excluir ele mais uma vez. Se eles ligam para oferecer um trabalho e o candidato aceita é só falar para ele trazer os documentos para começar a trabalhar. Eles fazem têm várias atitudes para excluir. Uma mentira para ser escondida tem que ter outra mentira. E é assim que se procurar mentir com boas palavras. Mas, para mim não são boas. Boas atitudes estão ligadas fortemente com a ética!

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Violência É Palhaçada

Depois de muitas investigações conseguiram prender o Gevalter Friedem. Ele tinha acabado de tentar roubar um grande banco. A negociação foi tensa, pois ele se recusava ser preso pela polícia que rapidamente foi até o local. Conseguiram prender este ladrão graças as investigações de Aristóteles. Este investigador conseguiu seguir cada passo do assaltante, a ponto de descobrir todos os métodos que Gelvalter tinha desenvolvido.
Mas, o investigador Aristóteles não estava satisfeito com a prisão de Gevalter Friedem. Ele queria descobrir porque ele foi para a criminalidade, pois ele era de uma família boa. Pai trabalhador, uma pessoa muito simples, e uma mãe dona de casa. Nunca este casal fizeram nenhuma maldade para ninguém. Então o investigador fez várias visitas ao senhor Friedem para descobrir como foi que ele entrou nesta vida de violência e assaltos.
Ele era um assaltante que roubava grandes bancos. Também gostava muito de assaltar grandes joalherias. Segundo as investigações ele estava se preparando para roubar a rua Oscar Freire. Mas, o sonho dele era roubar a Petrobras e a Vale do Rio Doce. Mas, todos os seus comparsas tentaram desencoraja-lo pois, este tipo de roubo é diferente do que ele está acostumado a fazer. Pois, para este tipo de roubo não se usa revolver, maçarico, bombas.
As ferramentas para assaltar uma empresa do porte de uma Petrobras é gravata e caneta. Muito diferente do que ele estava acostumado a roubar. Mas, ele continuava a estudar a empresa para rouba-la.
O interessante é que durante as entrevistas o Gevalter se mostrava uma pessoa muito simpática e gostava de contar piadas. Das mais variadas circunstâncias ele fazia piada. Ele dizia que gostava de ser palhaço. Só que para realizar suas atividades de roubo a seriedade era muito evidente. Seu otimismo era muito acentuado. Mesmo preso ele estava de bem com a vida. E ele dizia que errou no planejamento do assalto, e que não cometeria o mesmo erro e que não seria pego da próxima vez.
Então Aristóteles perguntou porque ele escolheu estas empresas para roubar. Ele sem demora respondeu que era empresas que tinham muito dinheiro.
- E o que levou você assaltar estas empresas foi só o dinheiro? Perguntou, Aristóteles.
Ele respondeu que sim:
- É que antes destas empresas eu roubava bancos menores e já estava fácil de mais e queria também ganhar mais dinheiro.
Mas, Aristóteles perguntou:
- Mas seria interessante focar em um lugar que você já domina?
Ele respondeu:
-Seria mais fácil, mas eu queria realmente ganhar mais dinheiro, pois é assim que eu faço, pois antes dos bancos eu roubava hipermercado.
Mas, porque parou de roubar hipermercado, ele tem bastante dinheiro. Afirmou Aristóteles.
Hipermercado são poucos e temos que variar o roubou e também eu queria algo a mais que estas empresas já não tinham para mim.
Então, na sua opinião, você estava evoluindo na criminalidade? Perguntou Aristóteles para dar oportunidade dele esclarecer mais sobre o que ele estava afirmando e para conhecer mais como se desenvolveu este modo de atuação.
O senhor Friedem disse:
- Eu nunca pensei desta forma. O que acontecia é que eu estava na roda viva. Quando havia um esgotamento do meu foco, pois eu descobria que existia outras empresas que iria ter mais dinheiro. E também as empresas acabavam se protegendo mais. E eu quero mais dinheiro e também mais facilidade para roubar.
Aristóteles questionou:
- Se você roubava hipermercado significa que antes você roubava supermercado.
Exatamente, respondeu o delinquente e acrescentou:
- Só que o supermercado e mercado estão praticamente no mesmo nível. E nem sempre os assaltos davam grandes lucros então resolvi seguir em frente e deixe estas empresas para lá.
- Então significa que a base para o assalto do hipermercado foi os mercados? Perguntou o investigador. Muito atento a tudo o que ele respondia.
- Sim, respondeu ele com toda segurança do mundo. E acrescentou ainda:
- E a base para o supermercado são os restaurantes, papelaria, cachorraria, lanchonetes, bares. Ou seja, o comercio em geral.
Então Aristóteles mudou um pouco o tipo de pergunta:
- Como então como tudo começou, pois você me parece que não pensava em seguir este caminho.
-Sim, como toda criança que queria ser jogador de futebol, bombeiro ou médico. Mas, uma certa vez eu estava em uma aula e estava brincado de luta com um outro participante desta aula, que era uma aula de muita prática. Então alguém questionou se alí era um local para briga ou luta.
E o professor disse:
-Só pode brigar quando um palhaço for roubar a pipoca de outro palhaço. Então eu pensei na época que se eu fizer palhaçada significa que eu posso roubar. Então se eu posso roubar pipoca. Significa que eu posso roubar a barraquinha do cachorro quente, não só o da pipoca. Também tem a do churros, a e do algodão doce, da batata frita. E tem o pastel da feira. E foi aí que eu comecei, pois se com palhaçada eu posso roubar então vou em frente. Na feira tem muitas barraquinhas para roubar. Mas, na verdade eu comecei com o furto neste local.
- Então você pode afirmar que o professo te incentivou a roubar? Perguntou perplexo Aristóteles a esta descoberta de como se começa a roubar.
-Sim, ele foi o grande incentivador, pois se o professor diz que tem situações que pode roubar. Então eu fui buscar estas situações.
- Mas, foi só por causa dele que você decidiu roubar? Perguntou o investigado, mais curioso ainda.
- Não, respondeu ele.
Com os olhos arregalados, com o tronco levemente inclinado em direção a Gevalter perguntou o que mais então foi importante para sua vida no crime?
- Eu morava em um local onde a criminalidade era bem aceita. Na verdade, era uma forma de ter status. E o professor, que significa o saber propriamente dito. Então eu me aventurei no roubou. E meus pais sempre diziam que eu devia respeitar o professor. E deu certo.
- Como deu certo se você foi preso? Questionou Aristóteles intrigado com o que descobriu com todo este diálogo.
- Eu não vou ficar para sempre aqui. E ao sair vou roubar mais até alguém fazer um filme sobre minha vida. Se eu tivesse nascido no estrangeiro já estaria ganhando dinheiro com um filme da minha vida!  Até nisto o Brasil está atrasado!
Então Aristóteles agradeceu ao Gevalter pela explicação, e foi pensativo para casa sabendo que a semente da violência pode ser um pequeno momento de palavras mal colocadas em um ambiente não propício a violência. Mas, mesmo assim ela pode germinar.   

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Um Centavo tem Muito Valor

O que significa um centavo? Significa muito! Pode acreditar! Uma vez eu passei por uma experiência muito interessante com relação a este assunto. Em um supermercado, na verdade é hipermercado, mas por motivos financeiros este estabelecimento ainda é super. Entrei, e fui escolher o que iria comprar. Depois de algum tempo, já com os produtos escolhidos fui ao caixa para finalizar a compra. Depois de passar todos os produtos a mocinha do caixa disse  o valor. Vamos supor que era R$35,99. Por sorte eu tinha R$35,00 em dinheiro de papel e uma moeda de um real. Depois de separar o dinheiro, eu paguei as compras dando o dinheiro para a moça do caixa. Ela recebeu o dinheiro e não falou nada. E até disfarçou. Então eu perguntei para ver qual era a reação dela:
- Quando deu a conta mesmo?
Ela respondeu com muita convicção:
- A conta deu R$36,00.
Então eu resolvi fazer mais uma pergunta para ver se ela seria mais precisa em sua resposta:
- Tem certeza?
Ela respondeu que sim.
Então eu disse para ela que a conta não deu R$36,00 e sim R$35,99.
Então ela fez uma cara de nojo e disse:
- Você vai querer um troco de R$0,01.
Eu disse que sim, pois se eu deixar um centavo aqui outro ali e outro acolá. No final do ano eu compro um panetone muito gostoso. Só com o dinheiro economizado deste valor pequenino.
Orientado por seus superiores ela disse:
- Se fosse o contrário, o senhor teria um centavo de troco?
Então eu disse:
- Primeiro eu não estou vendendo nada para você. E segundo quem tem que ter o troco é você. É responsabilidade sua e não minha.
Então demonstrando um pouco de agressividade abriu o caixa e percebeu que não tinha uma moeda deste valor. Então tentou mais uma vez de escapar de dar o troco para mim. E disse:
- Eu não tenho uma moeda de um centavo. Eu posso ficar devendo?
Então, eu com um pequeno sorriso, disse:
- Se fosse o contrário, você deixaria eu ficar devendo para você?
E ela disse que não, e pegou uma moeda de R$0,05 e me deu. Então eu agradeci eu fui embora. Com esta experiência podemos nos perguntar: Quanto vale uma moeda de R$0,01.
Mas, eu tive que voltar para o mesmo estabelecimento, não só mais uma vez, mas algumas vezes, porque era próximo do trabalho. E como é de costume arredondar o preço dos produtos para que a soma seja sempre com o final de 99 centavos.  Aconteceu novamente só que o valor inteiro era outro, mas os 99 centavos apareceram de novo, forte e vibrante.
Só que desta vez a caixa tinha o um centavo de troco. É lógico que tive que pedir o troco, pois a técnica de fingir que o valor da compra não precisa deste tipo de troco continua. E desta vez o diálogo foi menor. E a outra vez que fui este mesmo lugar fazer algumas comprar os 99 centavos apareceram novamente, e o caixa tinha o troco correto, mas eu fiquei observando que todos os caixa tinha alguns centavos para dar de troco. Mas, mesmo assim sempre tentando não dar este troco.
Fiquei pensando, quanto que é a soma no final de um mês se  eles se recusando a dar um centavo de troco. É uma grande quantidade de dinheiro que entra sem pagar impostos. Será que este é o objetivo?
 Aqui, se pensarmos neste contexto a resposta a pergunta; quanto vale uma R$0,01 será diferente da primeira vez que a pergunta apareceu no texto.
Podemos, pensar no seguinte. Quanto custa para o governo produzir uma moeda de um centavo? É uma pergunta que podemos avaliar o governo, pois se ele gasta um valor superior a um centavo significa que a economia não vai bem. Talvez a taxa de juros esteja muito alta. A inflação está muito forte. As dívidas interna e externa também estão muito alta. E também na questão da dívida externa talvez o governo não está tendo bons negociadores. Pois, se a taxa é muito alta e dependendo da forma que se é negociado o Brasil está saindo perdendo. Talvez esteja acontecendo alguma forma de corrupção?
 Mas, o que fica muito claro é que o governo não está dando a devida atenção a economia do Brasil como um todo. Além de ser uma questão financeira e econômica também é uma questão ética. E muito bem evidenciada através de um simples moeda de um centavo.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

E se a Dor Volta?

O senhor Meticuloso acordou bem cedo, como de costume. O dia amanheceu com um sol de admirar. Uma suave brisa contornava tudo oferecendo um frescor, pois o sol estava muito forte.
Com um céu muito azul, quase não se encontrava nuvens. Mas, encontrava-se vários pássaros. Então o senhor Meticuloso resolveu trabalhar fora de sua casa, mas precisamente na parte de trás de sua casa. Lá havia uma horta. Ele adorava trabalhar em sua horta, pois de lá saia muita coisa que usava para se alimentar.
Quando começou a trabalhar o telefone começa a tocar.
Então ele apresadamente corre para atender o telefone.
Ao dizer alô, reconheceu que era a voz de seu médico ao escutar, a palavra alô e que queriam falar como ele.
O médico disse:
- Eu sou o medico Hipócrates, e quero falar com o senhor Meticuloso.
Sou eu, disse o senhor Meticuloso, com uma ar de pergunta e de expectativa.  
Disse o médico:
- O cheque da sua última consulta voltou.
É mesmo, disse o senhor Meticuloso com muita firmeza.
E também disse:
- E a minha dor também!

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Leitura - O Indicativo de Quem Gosta de Ensinar

A educação formar é muito importante para o desenvolvimento do indivíduo e também para o coletivo. Todos sabem disso muito bem. É comum pessoas das mais diferentes posições defender a importância da educação escolar. Sem educação escolar não há desenvolvimento de um povo. A educação está envolvida em todos os segmentos e instituições da sociedade. Todos de uma forma ou de outra passam por uma sala de aula e tem contato com um professor. A figura do professor é indispensável para o desenvolvimento, e podemos considerar esta importância deste a família como também a educação formal se estendendo para o trabalho e igreja. Sem educação de qualidade o indivíduo tem seu desenvolvimento comprometido. E na sociedade percebemos que a educação não está satisfatória com a violência e suas mais variadas formas. Vemos a economia em colapso. Muito desemprego e saúde pública ineficiente. E muita, mas muita mesmo corrupção no governo.  
Investir em educação é investir no desenvolvimento humano. E muitos já foi defendido em relação a educação. E muitos estão buscando os culpados de uma educação de qualidade inferior, principalmente em comparação a outros países. Mas, em relação a nós mesmo também é fácil de perceber que a educação está sendo desconsiderada e a culpa de uma educação insatisfatória está sendo apontada constantemente e sempre buscando o culpado ou os culpados.
A culpa é da família defendem alguns, pois a responsabilidade é da família em educar, a escola só trabalha o que o aluno já trás de casa. Outros defendem que a culpa é da formação do professor, pois existem muitos cursos que não estão se preocupando com a qualidade da formação. Ainda tem os que defendem que o governo é o culpado, pois, além de pagar muito mal para o profissional da educação age como um ditador.
A educação tem que ser praticada por que gosta de ser professor. Acredito que este é o ponto centrar de uma educação de qualidade. Mas, não podemos usar o gostar da educação, o gostar de ser professor com uma desculpa para pagar mal o professor. Ou para que ele seja abandonado em sua sala de aula ou ainda ter que sofrer e agüentar todo tipo de violência para provar que ele gosta de educação. Tudo isto não prova que o professor gosta da área da educação, só prova que a educação não está na prioridade de ninguém. Nem do governo, em da família e nem do professor. Também este ponto é muito importante para se pensar em educação de qualidade.
O ponto central neste tipo de pensamento é uma pequena pergunta: O que é gostar de educação? Talvez esta pergunta é a mais difícil de se responder. Porque gostar da área da educação pode ser encarado por alguns por meio da psicologia outros pela economia, outros iram defender um cunho mais político. E outros passam a gostar por estar envolvido com tanta força que não se enxerga fazendo outra coisa. E todas estas repostas estão erradas, não se pode gostar da educação com apenas uma vertente, a educação é amplo, um tema muito complexa e gostar da educação também tem que ser.
Mas, eu me permito em destacar um ponto muito importante para uma pessoa demonstrar para si e para outros que realmente gosta da educação formal e também acredita que a educação formal faz a diferença para uma sociedade saudável, em todos os sentidos.
Há algum tempo atrás eu estava no centro de São Paulo, mais precisamente na praça da República. E estava caminhando passei perto de uma banca de jornal e nesta banca não vendia jornais e nem revistas. Vendia livros, era um sebão. E eu fiquei lendo os títulos dos livros. E muitas pessoas paravam lá para fazer o mesmo e outros perguntavam sobre um livro específico. Passou por ali professores universitários, passou advogados e empresários. E todos conversavam com o dono da banca de livros. E a conversa foi sobre vários assuntos, e um deles foi literatura.
O dono da banca era um exímio conhecedor de literatura brasileira. Conhecia também sobre outros assuntos, mas literatura era a sua preferência. Considerando que ele tem poucos anos de estudo de educação formal, mas conversava de igual com todos os que estavam ali procurando livros. Como a conversa foi se desenrolando ele deu para nós um texto de sua autoria publicado por um jornal defendendo a importância da leitura e da escolha de um livro preferido e ele defendia, neste artigo, um livro que na sua opinião era o melhor de todos.

Mas o interessante é que ele lia muito. É lógico que lia muito para poder vender melhor, mas era nítido que ele gostava muito de ler. E tinha uma preferência clara sobre os mais variados assuntos e a literatura brasileira era o seu forte. E que a sua leitura era tamanha que valorizou muito o pouco tempo de educação forma. Este senhor bem orientado por um curso superior seria um ótimo professor de literatura brasileira. Ele era um bom exemplo para um professor que gosta de lecionar.  Gostar de ler é valorizar os anos escolares. É também valorizar a profissão de professor. E promove o auto-desenvolvimento e também de seus alunos. E por vez de toda a sociedade. Gostar de ler é fundamental para ser um professor que gosta de lecionar. 

sexta-feira, 17 de março de 2017

Quanto Você Ganha?

O Lula em depoimento em Brasília, no dia 14 de março de 2017, não soube responder quanto ele ganha por mês. Só que não foi a primeira vez que lhe foi perguntado isto. Em 1989 o deputado federal Lula foi ao programa Sílvio Santos para responder algumas perguntas do platéia. Esta entrevista foi realizada mais precisamente no dia 29 de dezembro. E uma das perguntas foi feita por uma mulher. Ela virou para o Sílvio Santos e perguntou: 
- "Eu gostaria de saber dele quanto ele ganha quando era operário. E hoje quanto ele ganha?"
A resposta do Lula foi:
- "Eu sou torneiro mecânico de profissão. Um torneiro mecânico hoje, eu vou dizer se eu tivesse na atividade hoje, possivelmente eu devesse estar com um salário de 1700 cruzados. Eu era líder na Vilares. Trabalhei na Vilares de 65 a 1981 e hoje eu sou deputado federal. E todos os que acompanha política sabem da briga da bancada do partido dos trabalhadores está fazendo para tentar moralizar o salário dos deputados, seja em São Paulo, seja em Brasília. O salário do deputado hoje deve estar pra mais de 14 mil cruzados por mês. E nós temos colocado publicamente, e vocês oportunidade de acompanhar nos programas de televisão. Que nós vamos dizer que é inconcebível, você moralizar este país enquanto alguém pode ganhar mais de 100 salário mínimos. E milhões são obrigados a ganhar apenas um salário mínimo. Ou seja, pra começar a moralizar nós temos que começar a moralizar com  salários daqueles que ganham muito para poder distribuir para aqueles que ganham muito para poder distribuir para aqueles que ganham pouco. Essa tem sido a nossa briga. Eu vou dizer uma coisa pra você que eu não deveria dizer porque eu não quero que seja aprofundado. Eu queria até assumir um compromisso, Sílvio, depois das eleições, antes não. Antes eu não vou fazer isto não, porque eu não quero que tenha um golpe publicitário. Mas, eu assumo um compromisso com você, dizendo com o aumento eu não aceitei da câmara dos deputados. Que um aumento que eu achei que era exagerado. Esse dinheiro eu não estou recebendo, mas peço apenas para não dizer pra que estou dando porque eu não quero que isso possa ser visto como exploração eleitoral. Depois da eleições, Sílvio, eu mando um bilhete pra você poder dizer a quem estava dando o dinheiro. Que veio a mais, que eu acho que é indecência os deputados receber."
Eu pesquisei, mas não encontrei o retorno que o Lula prometeu que daria. Talvez a invetsigação de corrupção deve considerar este fato.
No programa livre apresentado pelo Serginho Groisman foi perguntado para o convidado Lula sobre seus ganhos. Ele respondeu que ganhava uma aposentadoria por ser preso político. O pt dava uma aposentadoria para ele como presidente emérito do pt. Ele tinha uma aposentadoria como deputado federal. Seria interessante a população saber se ele tem outros salários.
O que antes ele sabia responder hoje não sabe mais. Muito estranho ele não saber responder esta pergunta sobre seus ganhos em um investigação sobre corrupção.