Mostrando postagens com marcador desempregado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desempregado. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Acreditando em suas Mentiras

Descobri mais um sinal que você pode considerar ao participar de um processo seletivo de uma empresa. Quando o selecionador falar:
- Você já está 80% aprovado.
Pode ter certeza que você foi reprovado.
E pode acreditar. Não irão entrar em contato com você para te dar um posicionamento. Simplesmente fazem de conta que você não existe. Que você não é um ser humano.
É mais um exemplo de que o RH gosta de mentir com boas palavras. É o lema deles. Eu pensei durante um tempo que era uma coisa isolada ou pelo menos que não era uma unanimidade. Mas, é um pensamento importante ou prioritário. Sem este pensamento eles não conseguem trabalhar. Ou seja, o carro forte do pessoal do RH é o mentir com boas palavras. Já passei por processos seletivos com jovens, com pessoas com mais idade. Com homem, com mulher. Também já observei a atuação individual, duplas, trio e com mais pessoas. Com pessoas que acabou de se formar e com pessoas com vários anos de atuação. E em todos os casos o mentir com boas palavras é o que mais acontece. Um postura no mínimo antiética.
E o interessante é que muitos são orgulhos em dizer que tem mais de, por exemplo, 15 anos de atuação no mercado. Pensando sobre isto, são 15 anos usando mentiras com boas palavras. Depois de tanto tempo, acredito que estas pessoas já estão acreditando nestas mentiras. Fico pensando que se esta opção em mentir com boas palavras é realmente necessária.
Neste processo foi interessante porque participou uma pessoa que além de ter muita experiência. Estava lá para aferir o processo seletivo da empresa. Ela chegou a dizer que tem vontade de fazer perguntas e que estava se segurando. Com esta fala está claro que ela se considerava muito boa.
Neste processo ficou claro que o julgar pela aparência é um dos focos deles. E que as pergunta era feitas para excluir a pessoa e não para descobrir se a pessoa é realmente capacitada ou não. Tudo é planejado para que a pessoa não seja contratada.
Uma candidata já veio para o processo entrevistada pelo gerente da loja. Eu entreguei o currículo em várias lojas do ramo e nenhum deles me entrevistou para a vaga. Simplesmente pegaram o meu currículo e disseram que entrariam em contato. Já ela foi entrevista e já foi para o processo incluída. Só faltava o RH também fazer o mesmo. Por quê será?
Um outro candidato apelou dizendo que recentemente nasceu seu filho. E ele aproveitou isto muito bem. Deu a impressão que as entrevistadora estava mais interessada se eu tinha filho ou não. Uma boa parte do processo o rapaz ficou falando do parto da mãe da criança, que era difícil, que ele tentou ajudar, etc. E as duas entrevistadora ficaram encantada com a ladainha do rapaz. Daí eu descobri que ele nem casado era com ela.
Depois fizemos a famosa dinâmica de vender algo que não existe. Se não existe, também não existe venda. E se não existe venda não tem como verificar rapidez em venda ou criatividade. E o pior é que os objetos inventados como uma coisa quebrada ou estragada, são muito mal formulados. Como é algo subjetivo. A avaliação também é subjetiva. Então na verdade, fica com o emprego que eles querem. Também ficou claro que depois desse processo, eles também usam a quinta coluna. Ou seja, alguém que está participando do processo seletivo vai conversar com você para tirar alguma informação para te eliminar da vaga de emprego. É lógico que são informações deturpadas. Provavelmente dirão que você não está demonstrando interesse na vaga. Como não?
Você vai até a loja. Entrega o currículo, participa de todo o processo seletivo. Se esforça muito e daí dizem que você não está interessado. Talvez ele querem que você doem um rim. Ou coisa parecida. Este fato são pessoas que acreditam em suas próprias mentiras. Desde que sejam ditas com boas palavras!

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Pergunta Mal Educada e Sorriso Falso

Procurar emprego está sendo uma experiência reveladora. Também é um exemplo de como as instituições não consideram o ser humano especial: único e importante. Mas, tudo isto procurando sempre usar mentiras com belas palavras. Mas, neste caso específico um dos selecionadores não foi educado em sua participação. Não foi só mentiras com belas palavras, também foi mentira com ignorância. Era dois um gerente e outro gerente do gerente. O gerente até conseguiu fazer bem o seu papel. Mas seu chefe não teve a mesma atitude.
Desta vez, eu decidi escrever também o que presenciei em relação aos outros candidatos. Pois, o gerente tratou todos da mesma forma, e isto é muito interessante. Já seu chefe, só tratou bem que ele gostou. E é lógico que gostou do rótulo, ou seja, do que via. Ou, talvez não queria um vendedor que fizesse concorrência com sua loja. Para estas pessoas as perguntas eram mais agradáveis.
Um candidato ao emprego que ele não gostou, fazia pergunta sem sentido. Uma delas é, com esta experiência porque você não vai procurar emprego nesta área. Uma pergunta muito estúpida porque quem disse que ele não foi. E quem é ele para decidir onde uma pessoa vai trabalhar. Se ele não foi procurar emprego em determinada área é porque não gosta ou já tentou. Só porque a pessoa sabe matemática não significa que tem que ser engenheiro, ou que tem que trabalhar de caixa em uma empresa. Ele cria esteriótipos na sua cabeça é quer que a pessoa siga isto.
Um outro candidato também foi muito mal tratado por este chefe de chefe, não sei como esta empresa deixou este elemento se tornar feche, pois líder ele não é. Durante as resposta, ele estava se segurando para dar risada do candidato. Ele teve que até parar as perguntas e agradecer o candidato. Muito desrespeito! Já a pessoa que ele gostava fez mais perguntas apropriadas para uma possível contratação. Ele estava manipulando a seleção. O interessante que ele levemente direcionava seus joelhos para este candidato. E isto não acontecia com outros candidatos. Também levemente ele inclinava seu tronco em direção a este candidato. Algo que também não acontecia  com os outros.A linguagem não verbal é muito importante para se conhecer uma situação, é lógico que temos que usar outros recursos.
Na minha vez o gerente da loja foi igual com todo mundo. Mas, o chefe do feche. Não sorria, muito pelo contrário, tinha uma sutil rusga na testa. A velocidade da pergunta era maior, pois queria terminar logo com isto. Seu tronco estava ligeiramente inclinado para o lado oposto. Só faltou ele perguntar porque tal empresa não me contratou. E ele sutilmente mandou eu para a concorrência. Algo muito mal educado. Muito estúpido! Mas, sempre com boas palavras. E totalmente antiético. Depois de terminar a entrevista, ele forçou um sorriso. Quem já assistiu a família Adams saberá como foi este sorriso. Em uma das cenas do filme foi pedido a  Wandinha Adams que sorrisse. E ela forçou o sorriso, ela tentou caprichar, mas uma outra menina disse que ficou com medo de seu sorriso. Foi exatamente o sorriso que ele deu. Pena que não tinha como filmar e fotografar, um close do sorriso seria muito interessante para mostrar como é falso a sua atitude.
Depois foram feitos dois grupos com os candidatos e foi pedido para os grupos inventasse um produto para apresentar para eles. O gerente teve a postura que demonstrou anteriormente. Mas, seu chefe continuou a ser muito ignorante. Acho que ele confunde ser ignorante com inteligência. Fazer perguntas inteligentes para saber a viabilidade do produto inventado é uma coisa, mas tentar desqualificá-lo é outra, e pior, tentar desqualificar porque não gosta do candidato é muito preconceito. Na minha vez, eu e outro candidatos inventamos o produto e pensamos nas possíveis perguntas que eles poderiam ter. E foi muito legal porque, mesmo com suas perguntas mal educadas e tentando nos desqualificar conseguimos responder a pergunta. E durante as perguntas e ao explicar sobre o produto eu fiz uma pergunta para ele. E ele não soube responder. Disse que não sabia. Ele se reserva o direito de não estudar, de não ler, de não se atualizar, mas exige isto de todos. Que nome merece esta atitude dele?
Mas, ele gostou do produto, mas fingiu que não gostou. Como podemos chamar esta atitude dele? A impressão que ficou é que ele veio participar do processo seletivo para transformá-lo em um processo de exclusão. Já passei por outro deste tipo. Mas, este foi o pior. Realmente não vejo como esta pessoa conseguiu ser chefe do chefe. Acho que ele teve que puxar o tapete de muita gente. E infelizmente muito tem que esta atitude é uma qualidade empreendedora. Só que você também encontra este tipo de atitude em um presídio.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Segunda-Feira, Dia Nacional de Procurar Emprego

Na década de oitenta e começo de noventa do século passado havia duas preocupações centrais na mentalidade do brasileiro. Uma era a inflação alta e a outro o desemprego. Estes era duas coisas que assustavam a todos. E para os que estavam empregados havia o medo de perder o emprego e também os baixos salários traziam preocupações constantes. Pois os salários não acompanhavam os preços dos vais variados produtos que subiam constantemente. 
É lógico que outras coisas também eram preocupações constante como estudo, saúde e segurança. Mas a inflação alta e o desemprego também alto eram os grandes vilões da sociedade brasileira. E parece que isso será novamente a preocupação do povo brasileiro.
Neste momento da vida do brasileiro a segunda-feira era o dia de se procurar emprego. Neste dia logo pela manhã os indivíduos saiam bem cedo para procurar emprego. Que ocasionava um aumento significativo no transporte coletivo, que nesta época era muito mais lotado do que hoje em dia. Ônibus lotado era normal. Não existia a orientação de só movimentar com as portas fechadas. Nesta época muitos ficavam pendurados nas portas. Era perigoso, mas se fosse esperar um ônibus vazio, iria esperar muito tempo, pois todos os ônibus neste horário estavam lotados. Tanto para ir ao trabalho como para voltar do trabalho.
Os que estavam procurando emprego precisavam somente de seus documentos pessoais e uma caneta. Não se precisava de mais nada. Quando chegava na recepção de uma empresa pedia-se para preencher uma ficha. Era assim que se procurava emprego. Então a recepcionista dava a ficha para você e você em um canto preenchia a ficha com seus dados. Muitas empresas emprestavam uma caneta, mas muitos se preocupavam em ter a sua própria caneta. E dali se dirigia para a próxima empresa. A procura do emprego era realizada até as 12 horas, pois não se tinha dinheiro para se pagar um almoço. 
No outro dia e durante o resta da semana a espera que o telefone tocasse para dizer quando se irá fazer a entrevista para o emprego gerava uma grande expectativa. Ou também poderia se receber um telegrama. A espera era angustiante. E caso não houvesse nenhuma proposta de entrevista, na segunda-feira começava a mesma rotina. De manhã cedo saída de casa a caça de uma oportunidade de se trabalhar.
Só que com a persistência na procura de emprego muitos optaram em levar um lanchinho para que pudesse continuar a procurar emprego depois da hora do almoço. Era uma oportunidade de se fazer a diferença e potencializar a busca de um emprego. Era muito mais cansativo. Mas era a única coisa que o indivíduo podia fazer para conseguir um emprego. Não se tinha popularizado o uso do currículo para todas as funções. Em muitos casos quando se pedia o currículo é porque não se desejava dar o emprego a esta pessoa. O que será predominante era mesmo o preenchimento da ficha. 
Estar empregado era motivo de satisfação pessoal. Nada deixava as pessoas mais felizes do que estar trabalhando. Mas, a crise se fortaleceu e o povo começou a procurar emprego não mais somente da segunda-feira, mas a terça-feira também começou a ser muito bem utilizada. E depois outros dias, pois somente a segunda-feira ficou inviável para as empresas por causa da grande quantidade de pessoas. Dependendo do caso as filas era enormes. Havia empresas que tinha processo seletivo todos os dias. Pois, além da procura ser muito, também a rotatividade era alta.  
E quando um ser humano conseguia um emprego, só faltava à família fazer uma festa. Pois, a felicidade era grande. Então a comemoração era intensa. Parecia que alguém tinha ganhado na loteria. Mas, era somente um emprego que nem sabia se realmente iria ficar, e se era bom ou se o que foi prometido realmente iria acontecer! Nesta época o Brasil passava por uma grande crise constante!